Pare de analisar Fumos Metálicos em Higiene Ocupacional

Fumos Metálicos

Pare de analisar Fumos Metálicos em Higiene Ocupacional 

Se você costuma solicitar muitas análises de “Fumos Metálicos”, cuidado! Você pode acabar entrando em uma furada. 

 
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O que de fato são Fumos Metálicos?  

O termo “fumos metálicos” é muito utilizado para descrever um agente químico. No entanto, este é um erro básico que aponta para deficiência no reconhecimento de riscos. 

Na verdade, o termo “fumos” referencia a forma como o agente está presente no ambiente, e o “metálicos” passa a ideia genérica de que os agentes são metais. Em outras palavras temos metais que, a partir de elevadas temperaturas, se vaporizam, oxidando ao reagir com o oxigênio e logo se solidificam devido ao contato com o ar de temperatura mais baixa. Os fumos são particulados bem pequenos, respiráveis e que podem atingir os alvéolos pulmonares. A soldagem é o exemplo mais comum de processo onde há geração de fumos metálicos ou fumos de solda.  

Há possibilidade de enquadramento?  

Perceba, quando falamos “fumos metálicos, os metais em questão não são especificados… E é justamente esse o grande problema. Como realizar um enquadramento de algo que não se conhece? Pense, temos limites de exposição ocupacional relacionados ao termo genérico “fumos metálicos”? A resposta é NÃO.   

Podemos fazer a seguinte alusão para ilustrar a questão: suponhamos que você vá ao médico e ele lhe entregue um pedido escrito “exame de sangue”, mas não detalha quais os parâmetros que quer analisar (glicose, colesterol e etc.), como que o laboratório irá fazer esta análise sem ter noção do que de fato sobre quais dados o médico quer saber sobre sua saúde. Este exame serve para quê?  

Esta é a mentalidade que se deve ter não somente para essa, mas como em qualquer outra situação em Higiene Ocupacional. Qual é a utilidade da sua medição? Coletar e entregar dados, qualquer pessoa com o mínimo da capacitação pode fazer, contudo, para se destacar enquanto Higienista Ocupacional, isto não é o suficiente, é necessário pensar no controle da exposição. Porém, se não se conhece ao certo qual é o risco, não há como controlá-lo e muito menos enquadrar o mesmo.  

Varredura de Metais nem sempre é a solução  

A essa altura do texto, você ainda pode questionar: “e a varredura de metais?”. Bem, quando lidamos com este tipo de avaliação, algo precisa estar claro para nós, trata-se de uma análise que não fará a quantificação de todos os agentes químicos presentes no ambiente, isto é, o laboratório não é capaz de descobrir quais substâncias compõem sua amostra. Assim, as varreduras são pensadas a partir de um conjunto de agentes predeterminados por cada laboratório, logo, o que se faz é verificar se algum dos agentes predeterminados estão na sua amostra. Por isso, se você espera que a varredura de metais revele a composição química da sua exposição sem o reconhecimento de risco, você está a desperdiçar o seu dinheiro com uma análise que lhe ajudará muito pouco.   

Como contornar então esta situação? Reconhecimento de Riscos, certamente, é o primeiro passo a ser tomado. Com ele, você saberá com precisão quais metais podem estar presentes na exposição e realizando uma análise preliminar de riscos, terá noção da probabilidade de se dispersarem no ar e o nível de risco que cada um oferece, assim terá embasamento para fazer apenas as medições necessárias, evitando que você seja visto como uma fonte de gastos para o empresário e passe a ser uma peça estratégica para empresa.  

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Por: Leandro Magalhães

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5 de agosto

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