Higienista Ocupacional: não seja um “office boy da HO”

Higienista ocupacional

Higienista Ocupacional: não seja um “office boy da HO” 

Seu trabalho não acaba com o relatório de análises 

 

Ainda hoje, temos muitos Higienistas Ocupacionais mal preparados que apenas entregam papéis. Apelidados de “HO Office boy” são profissionais que não enxergam a oportunidade de realmente entregar valor a seus clientes e que muitas vezes apenas repassam os resultados dos laboratórios a eles. Mas essa é uma prática minimamente aceitável? É sobre isso que vamos discutir.  

 

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Por que um Higienista Ocupacional faz medição de riscos? 

Existe um grande mito entre os profissionais de segurança do trabalho, o estigma que Higiene Ocupacional se resume a fazer medição de agentes de risco. Isso perpetua a conhecida “cultura da medição”, fazer medição a todo custo, medição por medição e sem entender a razão pela qual se faz medição. Mas o verdadeiro papel do Higienista Ocupacional, não é ser um medidor de riscos e sim gerenciar riscos ocupacionais.  

 

Gerenciar um risco ocupacional é ir muito além das simples medições. O gerenciamento começa desde as ações de antecipação de risco, passa pelo reconhecimento onde se toma a decisão se deve ou não avaliar o risco e consequente controle das exposições relevantes de acordo com a etapa de avaliação. 

  

Um Higienista Ocupacional de valor realiza medições para que ele tenha dados para tomar decisões sobre o gerenciamento de riscos. E para que se precisa de dados? Apenas para situações em que o Higienista tem dúvida se determinada exposição, em um dia típico, ultrapassa o limite de exposição ocupacional. Se ele já tem evidências que a exposição é desprezível, ou acima do limite de exposição ocupacional, não se deve realizar medições. No segundo caso, o Higienista deve partir para o controle do risco. 

 

Se você nem sequer sabe a razão pela qual coletou uma amostra e como utilizar aqueles resultados fornecidos pelo laboratório, você provavelmente está na direção errada! 

 

O trabalho do Higienista Ocupacional depois do relatório de análises. 

 

Depois de obter os dados sobre aquelas exposições que lhe geraram dúvidas durante o reconhecimento de riscos, é hora de interpretá-los para realmente conhecer a intensidade das exposições ocupacionais. Logo, a primeira coisa que deve ser feita é um diagnóstico da situação de exposição através do tratamento estatístico dos resultados obtidos pelo laboratório e posterior comparação com os limites de exposição ocupacional. 

 

O Higienista Ocupacional deve atuar como um médico da empresa, é nesta etapa que o médico vai checar se o seu índice de colesterol está dentro do desejável ou se será necessário recomendar uma dieta alimentar mais restritiva para os próximos meses. Agora, imagine se seu médico apenas te entrega seu exame de colesterol e lhe dá as costas. Se lê: 

Exame de colesterol: LDL 105, HDL 38. 

E agora!? 

Infelizmente, é exatamente isso que muitos profissionais de HO fazem com as empresas.  

A postura adequada de um Higienista Ocupacional é de receber o relatório do laboratório, avaliar como estão as exposições, traduzir a informação para a empresa, indicar e implementar a melhor medida de controle em cada caso.  

 

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Por: Leandro Magalhães

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12 de agosto

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