Classificação física e os efeitos fisiológicos de contaminantes

As substâncias contaminantes presentes no ar do ambiente ocupacional podem causar sérios problemas de saúde ao trabalhador. Podemos classificar tais contaminantes através de seu estado físico e através do efeito fisiológico que o contaminante exerce no corpo humano.

Conhecer e entender tais classificações é necessário para que o profissional possa avaliar o ambiente ocupacional de maneira adequada – tanto para definir como as substâncias podem afetar o trabalhador, quanto para escolher corretamente o melhor método de amostragem.

Pensando nisto, trouxemos a classificação física e os efeitos fisiológicos de contaminantes que podem estar presentes no ar do ambiente ocupacional. Não deixe de curtir nossa FanPage para ficar por dentro de todas as dicas e novidades!

Estados físicos

De maneira sucinta, podemos classificar os estados físicos como:

Gases

Os gases são caracterizados como fluidos amorfos que ocupam determinado espaço, podendo ser alterados para o estado sólido ou líquido através do aumento da pressão e redução da temperatura. Seu tamanho é molecular.

Vapores

Os vapores consistem no estado gasoso de substâncias que, quando em temperatura e pressão normais, apresentam-se nos estados sólido ou líquido. Seu tamanho é molecular.

Pó é um termo utilizado para definir as partículas sólidas presentes no ar. O pó é gerado através de processos como o esmagamento ou jateamento de materiais sólidos.

Fumos

Fumos são partículas sólidas que são geradas pela condensação ou oxidação de materiais quando em seu estado gasoso.

Névoas

Névoas são gotículas líquidas suspensas no ar, geradas por condensação do estado gasoso para o estado líquido.

Classificação fisiológica dos efeitos tóxicos

Agentes irritantes

Agentes irritantes são substâncias corrosivas. Elas afetam as superfícies mucosas úmidas do corpo humano, e a concentração de agentes irritantes no ar é muito mais importante do que o período de tempo que o trabalhador fica exposto à substância. Aldeídos, névoas alcalinas e ácidas e amoníaco afetam o sistema respiratório superior.  O cloro, o bromo e o ozônio são agentes irritantes que afetam o sistema respiratório superior e os tecidos pulmonares.

Asfixiantes

Agentes asfixiantes geralmente são divididos em duas classes: asfixiantes simples e asfixiantes químicos. Os asfixiantes simples são gases que diluem o oxigênio do ambiente para níveis abaixo do exigido para o ser humano. O metano, etano, hidrogênio e hélio são exemplos de asfixiantes simples. Já os asfixiantes químicos afetam o corpo pela ação química, impedindo que ocorra o transporte de oxigênio no sangue ou oxigenação normal dos tecidos. O monóxido de carbono, cianeto de hidrogênio e nitrobenzeno são exemplos de asfixiantes químicos.

Venenos Sistêmicos

Venenos sistêmicos são agentes que causam danos a certos órgãos ou sistemas do corpo humano. Os hidrocarbonetos halogenados, por exemplo, podem provocar danos no fígado e nos rins. O benzeno e o fenol são substâncias que podem causar lesões ao sistema de formação de sangue.

Carcinógenos Químicos

Carcinógenos químicos são substâncias químicas que podem causar alterações celulares com formação de tumores malignos em seres humanos. Já tratamos sobre substâncias presentes no ambiente ocupacional que podem causar tumores em trabalhadores no artigo sobre a LINACH. Carcinógenos podem causar uma alteração maligna ou provocar um aumento significativo da probabilidade do aparecimento de um tumor. Em alguns casos, as fases iniciais da exposição do trabalhador ao agente carcinógeno e o aparecimento de tumores acontecem em um período de 20 a 30 anos.

Agentes Causadores de Fibrose Pulmonar

Agentes causadores de fibrose pulmonar são partículas não tóxicas que causam, lentamente, lesões e danos ao pulmão. Tais danos ocorrem cronicamente, ou seja, ao longo do tempo, acarretando a fibrose e não devido à ação irritante imediata. A sílica cristalina e o amianto são exemplos de agentes causadores da fibrose pulmonar ao trabalhador. Já falamos sobre os riscos e como realizar a amostragem correta de sílica cristalina no nosso blog!

A Analytics Brasil tem a confiabilidade necessária para avaliar qual o melhor tipo de amostragem para sua necessidade. Contamos com a experiência de um laboratório que é acreditado pela AHIA (Associação Norte-Americana de Higiene Industrial), além da liderança em análises químicas para higiene ocupacional desde 1977 – tudo ao alcance de suas mãos.

Estamos a disposição para sanar quaisquer dúvidas. Contate-nos!

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Referências

http://www.abho.org.br/wp-content/uploads/2015/02/Manual_NIOSH_Estrategia_Amostragem.pdf

Por: Redator Analytics Brasil

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5 de agosto

Pare de analisar Fumos Metálicos em Higiene Ocupacional